Reforma Tributária: Sebrae lança simulador para comparar o Simples Nacional tradicional e o modelo híbrido

A Reforma Tributária começa a exigir decisões concretas das micro e pequenas empresas. Uma das mais relevantes será definir a forma de recolhimento do IBS e da CBS a partir de 2027.
Para auxiliar os empresários nesse processo, o Sebrae disponibilizou gratuitamente o Simulador da Reforma Tributária, ferramenta que permite comparar os impactos da manutenção do IBS e da CBS dentro do Simples Nacional com a opção pelo recolhimento desses tributos pelo regime regular, alternativa que vem sendo chamada de Simples Nacional Híbrido.
A possibilidade está prevista na Lei Complementar nº 214/2025. O optante pelo Simples Nacional poderá permanecer nesse regime para os demais tributos e, ao mesmo tempo, optar pela apuração e pelo recolhimento do IBS e da CBS segundo as regras do regime regular.
O que é o Simples Nacional Híbrido?
No modelo tradicional, IBS e CBS integram a sistemática do Simples Nacional e são recolhidos dentro do DAS.
Já na modalidade conhecida como Simples Híbrido, a empresa continua optante pelo Simples Nacional, mas o IBS e a CBS são apurados e recolhidos separadamente, conforme as regras do regime regular.
Essa escolha pode ter consequências relevantes sobre a carga tributária, o aproveitamento de créditos e a competitividade da empresa, especialmente nas operações realizadas entre empresas.
Não existe, portanto, uma alternativa que seja automaticamente melhor para todos os contribuintes.
A análise dependerá de fatores como atividade econômica, faturamento, estrutura de custos, aquisição de insumos, perfil dos clientes e percentual das operações realizadas no mercado B2B.
O que o simulador do Sebrae analisa?
A ferramenta permite inserir informações relacionadas ao perfil da empresa, entre elas:
• enquadramento no Simples Nacional;
• porte empresarial;
• CNAE e atividade desenvolvida;
• anexo do Simples Nacional;
• faturamento médio mensal;
• folha de pagamento;
• percentual de gastos com insumos;
• composição das vendas;
• percentual das operações realizadas com outras empresas.
Com essas informações, o simulador apresenta uma comparação entre os modelos, incluindo estimativas de tributação anual, alíquota efetiva, valores relacionados ao IBS e à CBS e potenciais créditos nas operações B2B. Também permite visualizar projeções durante o período de transição da Reforma Tributária.
Por que as vendas B2B merecem atenção?
Um dos pontos mais importantes dessa análise está na cadeia de créditos.
Empresas que vendem predominantemente para outras pessoas jurídicas precisam avaliar não apenas quanto pagarão de tributos, mas também os créditos que poderão ser apropriados por seus clientes.
Com a adoção do IBS e da CBS e a ampliação da lógica da não cumulatividade, a forma de tributação do fornecedor pode passar a influenciar diretamente sua posição comercial.
Em determinados mercados, portanto, permanecer no modelo tradicional pode representar menor complexidade operacional. Em outros, a possibilidade de geração e aproveitamento de créditos pode tornar o regime regular do IBS e da CBS economicamente mais interessante.
A decisão exige uma análise individualizada.
Setembro de 2026 será um mês importante
A regulamentação do Comitê Gestor do Simples Nacional estabeleceu uma janela específica para as escolhas que produzirão efeitos em 2027.
Entre 1º e 30 de setembro de 2026, as empresas que já estão no Simples Nacional e desejarem recolher IBS e CBS pelo regime regular poderão realizar essa opção para o primeiro semestre de 2027. Quem permanecer com IBS e CBS dentro do Simples Nacional não precisará realizar essa opção específica.
A escolha realizada em setembro poderá ser cancelada até 30 de novembro de 2026, observadas as regras aplicáveis.
Haverá uma nova janela entre 1º e 31 de março de 2027 para opção pelo regime regular no segundo semestre de 2027, com efeitos a partir de 1º de julho e possibilidade de cancelamento até 31 de maio.
Há ainda uma questão distinta que não deve ser confundida com a escolha do regime de IBS e CBS. Empresas que não sejam atualmente optantes pelo Simples Nacional e pretendam ingressar no regime em 2027 também deverão observar o período de 1º a 30 de setembro de 2026 para formalizar sua opção.
O simulador é um ponto de partida, não a decisão final
A ferramenta disponibilizada pelo Sebrae é especialmente útil porque permite antecipar cenários e transformar uma discussão ainda bastante técnica em números mais próximos da realidade de cada negócio.
Entretanto, uma simulação não deve ser utilizada isoladamente para definir o regime tributário de uma empresa.
A escolha entre o Simples tradicional e a apuração regular do IBS e da CBS deve considerar, além da carga tributária estimada, a estrutura operacional da empresa, seus fornecedores, seus clientes, a geração de créditos, a formação de preços, contratos em andamento e os custos adicionais de compliance.
A Reforma Tributária não representa apenas uma mudança de tributos. Ela exigirá uma revisão mais ampla da estratégia fiscal, financeira e contratual das empresas.
Para os pequenos negócios, 2026 deve ser tratado como o ano de preparação para 2027.
O simulador do Sebrae pode ser acessado gratuitamente no portal dedicado à Reforma Tributária.
Reforma Tributária: Simples Nacional tradicional ou Simples Híbrido?
Essa será uma decisão importante para milhares de micro e pequenas empresas nos próximos meses.
O Sebrae acaba de disponibilizar gratuitamente um Simulador da Reforma Tributária, que permite comparar os impactos de duas alternativas:
✅ manter IBS e CBS dentro do Simples Nacional, com recolhimento pelo DAS;
✅ permanecer no Simples Nacional, mas apurar IBS e CBS separadamente pelo regime regular, modelo que vem sendo denominado Simples Nacional Híbrido. (Loja Sebrae Bahia)
O simulador considera informações como faturamento, CNAE, atividade, folha de pagamento, gastos com insumos e percentual de vendas B2B, apresentando estimativas da carga tributária e dos créditos relacionados ao IBS e à CBS.
E há um ponto especialmente importante: a decisão está próxima.
Entre 1º e 30 de setembro de 2026, empresas optantes pelo Simples que desejarem recolher IBS e CBS pelo regime regular poderão realizar a opção para o primeiro semestre de 2027. Quem quiser manter os novos tributos dentro do Simples não precisa realizar essa opção específica.
Mas a escolha não deve considerar apenas qual cenário apresenta, isoladamente, o menor imposto.
Será necessário avaliar também:
• perfil dos clientes;
• volume de operações B2B;
• créditos gerados na cadeia;
• estrutura de custos e insumos;
• formação de preços;
• obrigações acessórias e aumento da complexidade operacional;
• impactos nos contratos e na competitividade.
Em determinados negócios, a simplicidade do regime tradicional poderá continuar sendo a melhor alternativa. Em outros, especialmente nas relações B2B, a sistemática de créditos do IBS e da CBS poderá tornar o modelo híbrido mais interessante.
A Reforma Tributária começa a transformar planejamento tributário em planejamento empresarial.
2026 é o momento de simular, comparar cenários e preparar a empresa para as decisões que produzirão efeitos a partir de 2027.
O simulador está disponível gratuitamente no portal do Sebrae sobre a Reforma Tributária.

Fontes
SEBRAE. Simulador da Reforma Tributária.Portal do Sebrae sobre a Reforma Tributária.
RECEITA FEDERAL DO BRASIL. CGSN atualiza regras do Simples Nacional para adequação à Reforma Tributária do Consumo. Publicado em 11 de agosto de 2026.
RECEITA FEDERAL DO BRASIL. Prazo para solicitação pelo Simples Nacional será em setembro de 2026. Publicado em 19 de agosto de 2026.
MINISTÉRIO DA FAZENDA. Prazo para solicitar ingresso no Simples Nacional passa a ser em setembro de 2026, em vez de janeiro. Publicado em 19 de agosto de 2026.
PORTAL DO SIMPLES NACIONAL. Alterações para adequação à Reforma Tributária do Consumo.
Base normativa: Lei Complementar nº 214/2025, Lei Complementar nº 227/2026 e Resoluções do Comitê Gestor do Simples Nacional aplicáveis à implementação do IBS e da CBS.



